08/05/2008
História da Publicidade e reportagem na televisão regional na segunda noite da Semana de Estudos
A Profª e Doutora em Ciências da Comunicação pela ECA/USP, Flailda Brito Gaboggini, e a jornalista e chefe de Reportagem da EPTV / Campinas, Daniela Lemos, debateram as linguagens e a produção da comunicação publicitária e jornalística na segunda noite da Semana de Estudos de Comunicação Social / 2008 na terça-feira, dia 06. A exposição de ambas foi antecedida por um breve painel apresentado pelo professor Marcel J. Cheida, da Faculdade de Comunicação Social, sobre os primeiros periódicos que circularam no Brasil colônia e Reino entre 1808 e 1822.
A Profª Flailda Gaboggini apresentou dois vídeos com documentos históricos sobre a evolução da publicidade e da propaganda produzida no Brasil. Primeiro, foi uma seleção de anúncios publicados em revistas e jornais nas décadas de 40, 50 e 60; segundo, foi uma seleção de filmes para a televisão nas décadas de 60, 70 e 80, os quais focavam a figura feminina como a mulher serviçal responsável pelos cuidados da casa e dos filhos, num estereótipo que ilustrava o ingresso e o consumo de margarinas no mercado brasileiro. O estereótipo da mulher submissa foi objeto de estudos no mestrado da Profª Flailda, que no doutorado optou por estudar a figura do homem nos anúncios publicitários. A Profª Flailda ainda pós-doutorou-se na Universidade Lumiérè, em Lion, França, num trabalho em que analisou comparativamente os anúncios publicados nas revistas Veja, do Brasil, e Le Express, francesa.
Produção e reportagem
A jornalista Daniela Lemos começou a trajetória profissional como repórter da rádio CBN/Campinas no início da década de 1990. Depois, foi trabalhar no Canal 25, da Net. E aportou finalmente em 1996 na EPTV, onde atuou como repórter até chegar ao cargo de chefe de Reportagem, que exerce atualmente.
Daniela apresentou aos alunos de Comunicação Social um vídeo que relata o processo de produção dos jornais levados ao ar pela EPTV/Campinas. Comentou a estratégia do planejamento e da coordenação da equipe de jornalistas e técnicas responsáveis por exibir as duas edições diárias do telejornal da EPTV. Ela também abordou a importância do repórter na elaboração e produção de notícias, as quais não têm hora para ser feita. E lembrou-se de um episódio, há três anos, em que terminava a jornada de trabalho, já tarde da noite, hora de deixar a redação, quando foi convocada pela chefia da EPTV para cobrir um seqüestro na rodovia Dom Pedro, na região de Valinhos. Ao chegar ao local, tomado pelos policiais, Daniela se defrontou com a cena: um homem segurava uma criança e com um estilete ameaçava matá-la, caso os policiais não o deixassem escapar do cerco. O sujeito era um fugitivo. Numa hesitação do seqüestrador, o policial que negociava a libertação da criança conseguiu matá-lo com um tiro na cabeça. E salvou a criança. Daniela afirmou: “foi a primeira vez que vi alguém sendo morto, na minha frente.”